Brechós ganham destaque em Santa Catarina impulsionados pelo consumo consciente

Do fast fashion para slow fashion: brechós foram os principais fatores para essa mudança de comportamento.

Foi-se o tempo em que ter um guarda-roupas lotado de peças novas era sinônimo de ostentação. Hoje, ter etiqueta parada no closet beira o que conhecemos como cafona, fora de moda e até mesmo over. Construir um estilo com peças vintage vem se tornado super cool. Buscando cada vez mais autenticidade, a sustentabilidade e os brechós foram os principais fatores para uma mudança de comportamento: de fast fashion para slow fashion.

Falando em Brechó, esse mercado vem crescendo ano após ano. Segundo uma pesquisa de 2019 realizada pelo e-commerce ThredUp, comprovou que até 2028 o mercado de roupas usadas nos EUA valerá US$ 64 bilhões, mais que o mercado de fast fashion, que ficará com US$ 44 bilhões. Na edição do Senac Moda Informação de 2018 Andrea Bisker, coolhunter responsável pelo birot Stylus, e Mariana Wakim, Gerente de Produto do Enjoei, trouxeram dados sobre o mercado de venda de roupas usadas, que já cresceria 24 vezes mais rápido que o varejo de moda tradicional.

E se ainda resta alguma dúvida de que brechó é uma das alternativas para o “save the planet” presta atenção nesses dados:

De acordo com o relatório de 2017 da Fundação Ellen MacArthur, que tem a missão de acelerar a transição rumo a uma economia circular, a produção de moda quase dobrou nos últimos 15 anos e a demanda continua crescendo. Para vocês terem uma ideia, apenas 1% de todo material têxtil é reciclado dando origem a peças novas, no mais só contribui para o aumento da poluição. E pasmem! São gastos 93 bilhões de metros cúbicos de água por ano na produção de têxteis o que gera 1,2 bilhão de toneladas de emissões de gases que causam o efeito estufa, segundo a Fundação Ellen MacArthur. Caiu o queixo? Pois é!

Se você, assim como eu, é um iniciante no assunto basta seguir algumas dicas para uma compra perfeita no brechó.
-Ter paciência é fundamental, afinal você vai garimpar uma peça de roupa e o investimento disso deve gerar looks incríveis e não uma instalação de arte imóvel no seu guarda-roupas;
-Faça uma lista e compre exatamente o que você procura ou precisa. A intenção aqui é compra consciente e não o contrário;
-Verifique a qualidade das peças, acabamentos e desgaste. Um preço justo deve estar alinhado a isso;
-É essencial que prove tudo o que está disposto a comprar. As marcas variam muito de tamanho, assim como os tamanhos variam muito dependendo das décadas.

Existem poucos brechós que trabalham com o masculino, o que é compreensível já que por muito tempo quem dominou o consumo de moda foi o sexo feminino. Mas nem tudo está perdido. Procure por peças unissex, como jaquetas oversized. Eu mesmo já usei 2 peças de brechó em um evento de moda e fizeram o maior sucesso.

Pega a lista!

Para ajudar vocês de onde encontrar brechós em Santa Catarina eu pedi a ajuda aos universitários (meus amigos consumistas de moda consciente) para indicar alguns lugarzinhos. Então pega o bloco de notas e uma caneta para marcar.

A Arinca (sócia fundadora do @modaquerima) me indicou o @i_love_brechooficial; @brechó49; @banaua.brechó, @maricotice e @itbrecho. A Mari (fundadora da Donatelo Eco) me indicou o @desapegue.floripa e o Brechic, ambos localizados em Floripa.

Já em Balneário Camboriú temos o @breco.hunterboy e @armariodamaria. Indicações de Antony Bascherott e Marta Brancher.

Na minha terrinha (Chapecó) vale visitar o @charlotte.chapeco; @brecho_viralata (evento que acontece em pró aos animais de rua), @podredechicbrecho; @ohbrecho e o brechó da Rede Feminina de Combate ao Câncer.

Colaboração do Bruno Gerhardt, editor e criador do site Fluindo Moda.

Comentários