Diário mental: minha criatividade saiu para comprar cigarro e não voltou

Minha conversa mental desse momento é quase que um “está tudo bem” para mim mesmo – ou você que se arrisca em ler esse texto (como bem disse, não tem objetivo nenhum além de ser uma conversa comigo mesmo). Seguimos.

Hoje (até o presente momento) foi um dos dias mais difíceis para mim, pois no meio desse surto minha criatividade anda bem abalada. Vejo inúmeras lives e conteúdos sendo propagados (quase todos com o mesmo assunto e que muitos dele não levam a lugar nenhum) e eu, logo eu, estou sem um pingo de criatividade. Secou a fonte!

Se antes do vírus vivíamos a avalanche de conteúdo, agora esse princípio virou lei e saiu todo mundo produzindo. Não vejo isso como total desperdício, talvez o público que te segue espere esses formatos. Mas o foco aqui é totalmente outro: minha criatividade.

Estou sem criatividade-virus e ficar sem criatividade me congela e me deixa praticamente sem ação.

Onde existem remédios ou vacinas para isso? Provavelmente algum cientista já esteja pesquisando alguma solução. Ou não.

Como disse anteriormente, acredito fielmente na força do universo e talvez isso também seja um reflexo da interiorização – que tanto os astrólogos falam para esse momento atípico que vivemos.

Vamos ser bem sinceros (prometo que estou sendo comigo mesmo). Existem momentos que vivemos sem criatividade e para alegria geral da nação: sobrevivemos.

Essa é provavelmente uma nova fase onde a minha criatividade estava apenas tirando uns dias de descanso (Até porque ela merece. Merece muito, por sinal, já que a pobre da coitada não tira férias, não tem décimo terceiro e muito menos pode ficar doente).

Conversei com a Amanda Brandão, que trabalha com pesquisas de comportamento e posicionamento de marca, e sua fala me aqueceu o coração:

– “Na minha opinião esse excesso só estimula ainda mais a ansiedade. Mais do que nunca precisamos de menos volume e mais qualidade na comunicação”.

Praticamente chorei (dramaticidade pura).

Senti aquele calorzinho no coração, como colo de mãe que fala: está tudo bem! Tem pessoas pensando na mesma linha que eu.

Não que eu procurasse aceitação nesse momento. Mas, não vamos negar, o mundo fica mais cor de rosa quando encontramos parceiros de ideologias.

Então, enquanto a minha criatividade dorme (coitada, deve estar cansada) eu continuo esse exercício de conversar comigo mesmo, sem propósito ou mesmo objetivo. Apenas dividindo textos sem conexões ou com muitas delas. Vai saber!

Comentários