Diário mental: um novo consumir de moda vem ai!

Estava eu pensando mais cedo como a nossa relação com a roupa (e a forma de nos vestir) vai ser impactada pelo coronavirus.

Muito antes da pandemia, uma das fortes tendências dentro da moda era o conforto, que estava aparecendo em diversas frentes, seja através na modelagem ou ainda em tecidos tecnológicos. Agora essas premissas tornaram-se fundamentais, já que mesmo nos arrumando para nosso home-office procuramos estar confortáveis para exercer mais diversas funções do nosso dia (em casa). Existem aquelas que também não estão muito preocupados e acabam usando pijama, calça de moletom e outras peças leves em um eterno casual day (palavra usadas em grandes escritórios para definir o dia que não existe a necessidade de roupas formais).

A formalidade vem sendo deixada de lado, pois agora estamos 24 horas dentro de casa e não temos a necessidade de mostrar o que estamos vestindo. No máximo isso acaba acontecendo para pessoas do nosso intimido, como marido, esposa e filhos.

Os especialistas dizem para continuarmos nos arrumando, mesmo que isso seja para uma autovalorização do “eu”. No fundo até isso passaremos a questionar, pois roupas deixam de ser uma vez por toda um status ou um artificio e ganham seu lugar – que é unicamente nos vestir. Isso não significa que não vamos mais prezar pelas roupas, mas sim repensa-las e até questionar nosso estilo:

Será que o estilo que temos agora condiz quem somos e ele está dentro da nossa realidade? Existe a necessidade de tanta peça? As cores que hoje me vestem têm um significado real para a minha vida?

Questionaremos também a durabilidade, pois durante esse passar do tempo você deve ter percebido que uma das suas marcas preferidas já rasgou, perdeu o caimento e não preza em momento nenhum pelo conforto. No retorno, você com certeza vai deixar de consumi-la.

Poderia ainda dizer que vamos estar em momento louco por cores já que a indústria nos pregou nos últimos anos que roupa confortável precisa ser preta, mescla ou branca. Vamos cansar desse uniforme e como águias correremos para tons vibrantes e estampas de flores, folhas e tantas outras imagens que vão traduzir nosso retorno à rua.

Ainda prevejo que vamos querer nos destacar e criar nossa própria forma de se vestir – sem amarras e questionamentos. Passamos muito tempo em casa e tivemos tempo de ver que aquele salto não era confortável – “então para que diabos estava usando? ”

Sim caros amigos, a quarentena vai (mais uma vez) resinificar a moda e traze-la para um novo momento. Assim como também será a nossa vida.

Aquela moda que vestíamos hoje não será a mesma moda de amanhã – e isso não significa que vamos comprar sem freios, mas sim, escolheremos melhor e seremos cirúrgicos ao consumir.

Será que a indústria está se preparando para encarar esse novo consumidor? Para elas digo: se programem!

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