Diário metal: Como estou vivendo os primeiros dias de quarentena?

Resolvi, nesse tempo de quarentena, dividir o que tenho pensado comigo mesmo – e conversado mentalmente – sobre todos os acontecimentos. Talvez isso na verdade seja apenas um diário mental que ficará salvo nessa rede para um futuro próximo ler e ver como foi essa passagem.

Trabalhar em home office sempre foi algo que fez parte da minha trajetória profissional. Então, estar em casa durante o momento de trabalho não é nenhuma novidade. Mas isso muda a partir do momento que você não tem mais a desculpa ou compromisso para estar na rua. Aquele café no meio da tarde transformou-se em uma esticada na varanda – e é apenas isso que consigo realizar dentro de um apartamento de aproximadamente 70 metros quadrados (grande se formos pensar na maioria dos imóveis).

Nos últimos dias silenciei meu instagram, que estava me consumindo e gerando ansiedade e risos – quase que ao mesmo tempo – meio a memes e fatos aleatórios que nos preocupam e congelam. Antes que eu congele resolvi dar 10 dias de pausa.

Já entrei nas mais diversas paranoias. Do medo ao pensamento positivo – que como uma curva rápida se alastra dentro da minha cabeça. Tento no meio disso tudo não pensar muito, mas me vejo pensando em tudo ao mesmo tempo. De soluções de trabalho para pagar as contas ao questionamento na importância nesse momento de falarmos de roupa.

A meditação passou a ser a minha comunicação direta com o universo. Nossas conversas têm sido profundas, como bem pede esse momento. Olhar para dentro e depois externar. O mundo vem passando por isso nos últimos dias, meses e semanas.

O caminho ainda é obscuro, sem certezas, como sempre foi a vida. Não adianta bater pé: NÃO TEMOS COMO PLANEJAR TOTALMENTE O NOSSO FUTURO – e que agora isso fique de vez claro para toda a humanidade. Não vamos agora nem nunca conseguir prever as “cenas dos próximos capítulos”. Sem certezas vamos caminhando sempre em frente como bem já diria a música “assim caminha a humanidade”.

No meio de tantas dúvidas, não sei bem ao certo o porque desse texto. Como bem disse, ele é apenas uma conversa mental comigo mesmo que pode se transformar em um diário semanal das passagens que vou vivendo nessa quarentena.

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